VAR deixa o futebol sonolento, mas é um mal necessário
Neste nosso país desonesto, em que a maioria das pessoas quer sempre levar vantagem em tudo, a Lava Jato agoniza e o VAR começa a ser duramente criticado por torcedores, técnicos, dirigentes e grande parte da imprensa esportiva.
Alguns cronistas dizem que os árbitros de vídeo querem ser protagonistas e isso eu concordo porque eles andam procurando pêlo em ovo em todos os lances de gol. A checagem também anda muito demorada e nisso – se a gente comparar com os europeus – é uma questão de falta de preparo dos que mexem com a tecnologia.

Lembrando que o VAR foi inventado para confirmar o certo, consertar o errado e – principalmente – fazer justiça, aqui vão alguns exemplos:
Há alguns dias, na arena do Grêmio, o lateral Patric marcou um gol antológico para o Sport e a bandeirinha deu impedimento. O árbitro anulou a obra de arte e depois recebeu o aviso do VAR de que o jogador não estava impedido. Fez-se justiça.
No meio da semana, na Série B, sem o VAR, fez-se injustiça ao Confiança em dois gols irregulares do Juventude e, em Cuiabá, o gol da vitória do Figueirense foi anulado nos acréscimos em um impedimento que nunca existiu.
Como bom palmeirense, o Maledetto não tem muito a reclamar, até porque o seu time ataca pouco, não chuta ao gol e nem trabalho dá para o VAR.