Rivalidade? História? Não. Hoje eles contam dinheiro.

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Muita gente achava que os uruguaios iam ficar abalados com a goleada dentro do Centenário. Mas, no fim do jogo, Cavani sorriu ao abraçar o zagueiro do Brasil, Marquinhos, seu companheiro de PSG, enquanto Godin também foi todo sorridente cumprimentar o reserva brasileiro Filipe Luís, com quem ele joga no Atlético de Madrid.

O futebol mudou bastante. Hoje, os craques fazem suas amizades longe de seus países. O Neymar, por exemplo, fica muito mais tempo com Messi, Mascherano e Suarez do que com os colegas brasileiros.

As seleções se distanciaram tanto dos seus jogadores que no time uruguaio só Cristian Rodrigues joga em casa, no Peñarol, enquanto no Brasil todos os que estiveram no Centenário atuam no futebol internacional. Por ironia, o uruguaio Martin Silva é o goleiro do Vasco.

Antigamente, jogo entre seleções tinha um peso diferente. Hoje, o poder do dinheiro chegou a tal ponto que Uruguai e Brasil nos apresentaram um amontoado de profissionais que jogam na Espanha, México, Portugal, Itália, França, Inglaterra e até na China.

Em 1959 foi bem diferente. Brasil e Uruguai se enfrentaram no Sul-americano de Buenos Aires num clima ainda de revanche depois da tragédia de 50. Nervosos por estarem perdendo por 3 a 1, os uruguaios ficaram violentos e a briga foi generalizada.

Na foto, dá pra ver a voadora que o meia Didi deu num adversário, enquanto Bellini e Pelé se esquivavam dos socos e pontapés dos uruguaios. Imagem bem mais comum nos campos de várzea, numa época em que o futebol tinha menos dinheiro e mais coração.

Violencia

Um comentário em “Rivalidade? História? Não. Hoje eles contam dinheiro.

    Francisco disse:
    27 de março de 2017 às 19:07

    Acho,então, que os tempos mudaram, para melhor.

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