Lucas Lima no Palmeiras? Só pode ser sacanagem.

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Está no noticiário esportivo que Lucas Lima estaria sendo sondado pelo Palmeiras como um reforço para a Libertadores. Se isso for verdade – o que eu não acredito – seria um tremendo absurdo e uma verdadeira punhalada na torcida palmeirense.

Lucas Lima

A diretoria do Palmeiras nega com veêmencia o interesse pelo jogador que, sempre que pode, fica zoando os palmeirenses nas redes sociais. Os torcedores odeiam o meia santista.

Tudo indica ser uma armação com o objetivo de aumentar os rendimentos do Lucas Lima, que tem contrato com o Santos até o final do ano e pode assinar um pré-contrato com qualquer clube a partir de julho. Como se sabe, o jogador ganha R$ 350 mil de salário e, há dois meses, o time da Vila ofereceu R$ 600 mil por um contrato de quatro anos. 

Com esses rumores do interesse palmeirense que, repito, só podem ter sido plantados, e como o Lucas Lima não responde sobre a oferta do novo salário, o time da Vila, preocupado, já estaria acenando com a possibilidade de pagar luvas.

Nunca é demais lembrar que o jogador é empresariado por Wagner Ribeiro, famoso no mundo do futebol por ter vendido Robinho ao Real Madrid, Lucas ao PSG e Neymar ao Barcelona. Recentemente, o empresário foi condenado pela Justiça paulista a cinco anos de prisão em regime semi-aberto por ter sonegado impostos.

Só falta alguém noticiar que, além do interesse pelo Lucas Lima, o Palmeiras estaria pensando em propor a troca do Borja pelo Ricardo Oliveira.

Quando a esmola é demais o santo desconfia.

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Durante os campeonatos em seus países, os times europeus disputam torneios paralelos, mas eu duvido que eles participem de uma loucura parecida com a do nosso futebol.

A partir de quarta-feira algumas equipes brasileiras vão jogar seis vezes em 18 dias, ou seja, uma partida a cada três dias. Participarão de quatro torneios simultâneos numa maluquice que acontece por causa da ganância dos dirigentes sul-americanos.

O desgaste dos times será enorme jogando, ao mesmo tempo, as oitavas de final da Libertadores, as quartas de final da Copa do Brasil, a segunda fase da Sul-americana e o primeiro turno do campeonato brasileiro. O pior: sempre em locais distantes.

Para se ter uma ideia da confusão que pode acontecer na cabeça do torcedor, no dia 28 o Palmeiras recebe em sua arena o Cruzeiro pela Copa do Brasil e, 10 dias depois, vai a Belo Horizonte enfrentar esse mesmo Cruzeiro pelo Brasileirão.

O que também não me agrada nesse número exagerado de torneios é que eles são muito demorados. A Copa do Brasil terminará em outubro, a Libertadores em novembro, enquanto a Copa Sul-americana e o Brasileiro se estenderão até dezembro. Quando  acontece o jogo de volta o torcedor nem lembra mais o que aconteceu no jogo de ida. 

Se por um lado todo mundo está entendendo como funciona o campeonato brasileiro por pontos corridos, quem se classifica, quem é rebaixado, a maioria faz a maior confusão sobre quem está na Libertadores, na Copa do Brasil ou na Sul-americana. 

Outro problema: com o aumento de times brasileiros na Libertadores a esmola ficou grande demais. Como o último campeão e os vencedores da Copa do Brasil e da Sul-americana garantem as suas vagas, daqui pra frente existe o risco de o décimo colocado do Brasileiro ter a esperança de se classificar. Perdeu a graça.

O cabeludo está de volta.

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Tite se encantou com o David Luiz, um dos jogadores que saíram mais chamuscados nos 7 a 1 do Mineiraço. O jogador do Chelsea conquistou o técnico por ter se adaptado rapidamente ao grupo, pela sua felicidade em estar de volta à Seleção e por ter sido eficiente como volante contra a Austrália.

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Claro que o adversário foi frágil, mas o David Luiz convenceu. Sempre bem colocado, ele desarmou, fez coberturas, saiu jogando e até participou do gol do Thiago Silva. Jogou como se estivesse no Chelsea, onde o técnico Antonio Conte o colocou como volante/líbero desde o começo da temporada.

Sei que vou receber xingamentos por parte daqueles que odeiam o David Luiz. Mas todos precisam reconhecer que, nessa função de volante, ele é melhor do que o Fernandinho. É, no mínimo, do mesmo nível do Casemiro que, às vezes, exagera um pouco no jogo violento e pode se transformar num Felipe Melo na Copa da Rússia.

O leitor vai argumentar que o Casemiro foi campeão da Champions League com o Real Madrid, mas precisa lembrar que o David Luiz também ganhou esse torneio em 2012, na sua primeira passagem pelo Chelsea. E mais: depois da Copa de 2014 ele foi bicampeão francês com o PSG e ganhou este ano o título inglês com o Chelsea.

O mais importante é o Tite perceber que o Paulinho e o Renato Augusto não são titulares absolutos nesta seleção brasileira que precisa de muita qualidade para se impor na Copa. Os dois foram substituídos contra a Argentina e jogaram meio tempo contra a Austrália depois de apresentarem um futebol tímido e discreto demais.

Não é à toa que o Richarlison pirou.

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Eu gostava do modelo de gestão do ex-presidente Paulo Nobre. No final do seu mandato ele também usou o dinheiro da Leila Pereira, mas sempre administrou o clube de uma forma profissional e bem mais palmeirense.

Nobre colocou do seu bolso R$ 150 milhões depois de fazer um acordo com o Conselho Deliberativo de que ele receberia o seu empréstimo em 15 anos e que o lucro na venda dos jogadores seria do Palmeiras. Se o jogador fosse vendido por menos ele arcaria com o prejuízo.

Enquanto isso, amparada pelo maquiavélico cardeal Mustafá Contursi, a dona da Crefisa entrou como patrocinadora pensando no dia em que o Nobre daria o seu lugar ao vice Maurício Galiotte. Por isso o ex-presidente e a Leila nunca se deram.

No início do seu mandato, Galiotte apoiou a Leila na candidatura ilegal ao Conselho e fez as pazes com as organizadas, lembrando que o Nobre tinha cancelado a ajuda financeira da Mancha, que recebeu R$ 1 milhão da Crefisa para desfilar no Carnaval. 

No jogo de Montevidéu, pela Libertadores, ficou claro que o ex-presidente tinha razão. Torcedores da Mancha foram presos e o Palmeiras sofreu sanções que não merecia. Enquanto isso, sonhando em ser presidente, a dona da Crefisa continuou despejando verbas, mesmo depois dos R$ 33 milhões gastos na contratação do colombiano Borja.

Na semana passada, com a desculpa de que o Gabriel Jesus e o Vitor Hugo geraram um bom dinheiro, o gerente de futebol Alexandre Mattos – autorizado pela Leila – ofereceu 12 milhões de euros pelo atacante Richarlison (foto), ou seja, mais de R$ 40 milhões, naquela que seria a maior transação de todos os tempos na América Latina.

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O aprendiz do aprendiz.

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Ao chegar aqui na Suíça, onde moram o meu filho, a minha nora e o meu neto, fiquei sabendo da derrota da seleção brasileira. Foi um resultado que eu já tinha previsto nesta coluna em função de o técnico Tite estar testando jogadores e de a vitória ser muito importante para a seleção argentina.

Ao passar por Zurique, onde fica a sede da FIFA, lembrei dos corruptos João Havelange e Joseph Blatter, que reinaram na entidade durante décadas. Lembrei também do Ricardo Teixeira, o ex-presidente da CBF que começou a usar os ensinamentos recebidos do sogro Havelange e que pintou e bordou no futebol da América do Sul junto com outro bandido, Nicolas Leóz, o ex-presidente da Conmebol que está em prisão domiciliar em Assunção.

No meio dessa quadrilha (seis estão presos nos EUA, um deles, José Maria Marin) vivia o empresário J. Hawilla, que cansou de comprar todos eles para conseguir os direitos dos torneios sul-americanos. Rolava um dinheiro tão grande que – dizem – a sede da Conmebol, em Assunção, foi presente do Hawilla ao Leóz. Presente de grego porque, mais tarde, o empresário entregou todo mundo para a Justiça americana.

Na época, com medo de ser preso, Ricardo Teixeira abandonou a sua mansão em Boca Ratón e voltou para o Brasil, onde a polícia é lenta, tão lenta que demorou tanto tempo para indiciar o Havelange que ele morreu com 100 anos de idade.

Agora, após denúncias da atual diretoria da Conmebol, o Ministério Público do Paraguai está investigando novos desvios do Ricardo Teixeira e do Nicolas Leóz em edições da Libertadores. Essas investigações podem respingar no presidente da CBF, Marco Polo Del Nero, o aprendiz do aprendiz do Havelange.

DelNero

Perder para a Argentina não é bom. Nem no palitinho.

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Nesses dois amistosos que a Seleção fará aproveitando as datas da FIFA eu acho bom o técnico Tite testar jogadores e dar novas chances para o chorão Thiago Silva e o cabeludo David Luiz.

Mas o adversário desta sexta-feira, em Melbourne, não precisava ser a Argentina. A CBF errou. Podia ser a Austrália (o jogo do dia 13) e depois qualquer outra equipe do segundo escalão do futebol mundial.

Eu continuo achando que a seleção brasileira, agora a primeira no ranking, não precisa ficar se expondo. A Argentina vem forte com Messi, Di Maria, Dybala, Higuain, Mascherano e técnico novo, enquanto o Tite não terá Neymar, Daniel Alves, Marcelo, Miranda e Marquinhos.

Se o resultado for ruim nós teremos a desculpa dos desfalques, mas a Seleção perderá a confiança conquistada em oito vitórias seguidas nas Eliminatórias. Se o Brasil vencer, todo mundo dirá que o time argentino anda mal e que o Sampaoli (foto) não teve tempo para treinar.

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A CBF pediu tanto dinheiro pelos direitos que a Globo desistiu de transmitir esse jogo que começa às 7 da manhã por causa do fuso horário australiano. Resultado: um dos maiores clássicos do futebol mundial só poderá ser visto pela TV Cultura, pela TV Brasil ou através da internet e de um aplicativo no celular.

O pior: Nivaldo Prieto, Pelé e Denilson farão a transmissão daqui do Brasil, numa jogada sem nexo do presidente da CBF que, com objetivo de faturar mais, arrumou uma bela encrenca com a Globo.

Tristeza em Cardiff e em Turim.

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Todos os jogadores da Juventus ficaram muito tristes por não terem conquistado a Champions League. O técnico Massimiliano Allegri também lamentou bastante a derrota. Mas quem ficou mesmo abalado no Millennium Stadium, em Cardiff, foi o goleiro Buffon.

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Aos 39 anos e prestes a se aposentar, o ídolo italiano disse que foi uma desilusão perder para o Real Madrid do jeito que a Juve perdeu. Ele reconheceu o grande segundo tempo do time espanhol, mas não esperava a goleada.

Depois do jogo, enquanto choramingava pelo gramado esperando a premiação, o goleiro italiano foi informado de que na Praça São Carlo, em Turim, centenas de torcedores ficaram feridos por causa de um suposto barulho de bomba.

Até aquele momento, Buffon pensava no título que ele nunca conquistou, mas ao tomar conhecimento de que 30 mil pessoas estavam na praça torcendo pela Juve e que muitos se machucaram na correria, aí o goleiro ficou ainda mais abatido e chorou bastante.

Com o medo do terrorismo na Europa e dos arrastões no Brasil, toda vez que as pessoas se aglomeram o risco fica incalculável. Foi assim na sexta-feira aqui em São Paulo, no metrô de Pinheiros. Foi assim no sábado na Inglaterra e na praça de Turim.

As pessoas estão assustadas.

Cuca está quebrando a cabeça.

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Depois da classificação sofrida na Copa do Brasil, o técnico Cuca disse que o time do Palmeiras é mais fraco do que o do ano passado. Ele comentou que a reposição de Gabriel Jesus, Vitor Hugo e Moisés não aconteceu do jeito que a comissão técnica pretendia.

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Cuca tem experiência e salário suficientes para encontrar uma maneira de o seu time voltar a jogar o futebol de 2016. Elenco ele tem de sobra e, em alguns casos, os reservas são até melhores do que os do time campeão brasileiro.

João Paulo, Nathan, Andrei Girotto, Gabriel, Allione, Rafael Marques, Alecsandro, Leandro Pereira e Barrios são, no mínimo, equivalentes aos reservas Maike, Luan, Antonio Carlos, Juninho, Michel Bastos, Hyoran, Raphael Veiga, Keno e Borja.

Felipe Melo, Guerra e Willian chegaram e conquistaram os seus lugares no time titular, por isso o técnico Cuca precisa quebrar a cabeça para resolver os seus outros problemas, talvez com as entradas do Juninho na defesa e do Michel Bastos no meio se Vitor Hugo e Guerra não jogarem.

É estranha essa pretensão do treinador de transformar o Felipe Melo em zagueiro. Ficou muito claro que o Pitbull é um volante que se posiciona bem, marca firme na cobertura e sabe sair jogando. Colocá-lo atrás, junto com os também lentos Mina e Zé Roberto, deixaria a defesa palmeirense cada vez mais cheia de buracos.

Se o Cuca não encontrar logo as soluções, fico imaginando o que poderá acontecer no Allianz Parque no domingo, quando o Palmeiras enfrentará o encorpado Atlético Mineiro de Fred, Cazares e Robinho.

Só faltava essa: Tite combinar resultado.

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O técnico Tite ganhou três campeonatos gaúchos, Copa do Brasil, Sul-americana e, só no Corinthians, conquistou Mundial, Libertadores, Paulista e dois Brasileiros. Não bastasse isso, recentemente ele classificou o Brasil para a Copa da Rússia com oito vitórias seguidas.

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É realmente um vencedor, mas a sua ingenuidade preocupa. Eu sei que vou ser criticado por escrever estas linhas, mas é inacreditável o que o Tite declarou na Rádio Jovem Pan.

Ele disse que chegou a pensar em combinar o resultado do jogo Brasil e Colômbia, disputado em janeiro, no Rio, amistoso com o objetivo de arrecadar fundos para as famílias do time da Chapecoense.

Na entrevista, contou que foi uma das primeiras vezes (?) em que ele foi para um jogo querendo acertar resultado. Confessou que a sua vontade era chamar o técnico da Colômbia e dizer “vamos acertar eu e tu”.

Na véspera, Tite até ensaiou o que diria ao Pékerman. Palavras dele: “Eu vou falar com os seus jogadores e tu vem falar com os meus. Se alguém estiver ganhando de 1 a 0 abre espaço nos últimos cinco minutos e o cara vai lá fazer o gol’.

Ainda bem que o nosso técnico desistiu dessa ideia maluca ao pensar na injustiça com os jogadores convocados, até porque ele chamou só os que atuavam no Brasil, todos atrás de uma chance na Seleção. Sem contar que – se a ideia fosse aceita – no futuro o Pékerman ou algum jogador certamente iria falar da combinação.

O Tite pensar nesse absurdo por estar comovido com a tragédia eu até entendo, mas daí a falar isso publicamente, numa entrevista, foi no mínimo uma tremenda irresponsabilidade.

E o Mito técnico começou a aparecer.

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Rogério Ceni precisava vencer o Palmeiras por três motivos: para ser reconhecido como técnico, para manter o tabu de o São Paulo não perder no Morumbi há 15 anos e para dar o troco no time palmeirense, que o humilhou algumas vezes no final da sua carreira.

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E o Mito conseguiu tudo isso dando um banho tático no técnico campeão brasileiro do ano passado. Com três zagueiros bem postados e jogando com rapidez pelos lados do campo, ele acabou com a posse de bola e com a pose do Palmeiras.

A semana do Mito não tinha começado muito bem. Mesmo vencendo o Avaí, ele foi criticado pelo futebol ruim do São Paulo e pela declaração depois do jogo de que o Tite deveria convocar o Rodrigo Caio pelo seu futebol e não pelo fair play no cartão amarelo do Jô.

No dia seguinte, quando Tite deu uma resposta meio atravessada ao dizer que tinha coisa mais importante para se preocupar, muita gente deu razão ao técnico da Seleção, achando que o Rogério errou e foi pedante.

O Mito não é um exemplo de simpatia, chega a ser mascarado e meio prepotente, mas tem o direito de errar. Da mesma forma que o badalado Tite errou nos anos 90, como técnico do Veranópolis, ao mandar um jogador cair em campo para que o time gaúcho abandonasse o jogo por não ter o número suficiente de jogadores.

Que coisa feia.