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O Palmeiras é uma piada
O campeão brasileiro se transformou no alvo das gozações por parte dos corintianos, dos santistas e até dos são-paulinos. O São Paulo também não ganhou nada, mas não gastou R$ 150 milhões para montar um elenco tão fraco.
Os torcedores do Palmeiras andam muito bravos com o Egídio, que jogou fora a classificação na Copa do Brasil e, contra o Barcelona cover, perdeu o último pênalti. Certo estava o Felipe Melo ao brigar com o lateral no vestiário do Mineirão.

Certo estava o Pitbull quando discutiu com o Roger Guedes pedindo mais empenho no treino.
Nas brincadeiras dos internautas um dos preferidos é o colombiano Borja, que não justificou os 32 milhões gastos na sua contratação. O técnico Cuca pediu paciência e disse que “ele é um bom menino”.
Parece que o diretor de futebol Alexandre Mattos se especializou em contratar bons meninos.
Eu nunca soube de um time brasileiro que tenha gasto tanto dinheiro para montar o seu elenco. E poucas vezes eu vi um atacante tão ruim como o Borja. Ele chega a ser pior do que o Erik, contratado por R$ 13 milhões. Só aqui são R$ 45 milhões jogados no lixo.
Cuca errou ao colocar o Felipe Melo na reserva e depois ao afastá-lo do grupo. Eu gostava mais do time do Eduardo Baptista com o Pitbull à frente da defesa. Os times adversários respeitavam o Palmeiras.
Neymarmania agora na França
Muita gente acha que o Neymar é um garoto mascarado, um falso bonzinho e até mercenário, mas todo mundo reconhece o seu talento dentro de campo e o seu carisma extraordinário.
Depois de ter honrado o bom futebol dos brasileiros que jogaram no Barcelona (os dois Ronaldos, Romário e Rivaldo) ele foi apresentado em Paris para dar continuidade aos que brilharam no PSG, entre eles, o próprio Ronaldinho Gaúcho e o Raí ídolo dos franceses.

O PSG poderá ser o caminho mais curto para o título de melhor do mundo com a ajuda de um timaço que tem os brasileiros Daniel Alves, Marquinhos, Thiago Silva e Lucas, o italiano Verratti, o francês Matuidi, o uruguaio Cavani e os argentinos Di Maria e Pastore.
Na França o campeonato não é tão forte e badalado como na Espanha, na Alemanha, na Itália e na Inglaterra, mas ficou encorpado quando o Paris Saint-Germain foi comprado pelo milionário do Catar e com o aparecimento do Monaco, o atual campeão francês.
Neymar também terá a responsabilidade de substituir o sueco Ibrahimovic, que se transferiu em 2016 para o Manchester United. O maior goleador do PSG fez falta no recente jogo da Champions League em que o time francês foi desclassificado pelo Barcelona.
A maior prova da maturidade dos torcedores franceses é que o Neymar foi o maior responsável por aquela goleada histórica de 6 a 1 e, mesmo assim, eles aprovaram a maior transação de todos os tempos e receberam o brasileiro de braços abertos.
Bando de loucos no Mineirão.
Dez ônibus com corintianos ficaram retidos a 30 quilômetros do Mineirão por causa de uma manifestação de caminhoneiros e a torcida só conseguiu entrar no estádio aos 30 minutos do segundo tempo, com tempo de ver a pintura de gol do Rodriguinho.

Um pouco antes de começar a 18ª rodada do Brasileiro eu li a coluna do Tostão no jornal Folha de S. Paulo e ficou na minha cabeça o finzinho do seu texto sempre inteligente: ter a bola atrapalha quem não sabe o que fazer com ela.
Depois da vitória do Corinthians sobre o Atlético eu me lembrei do comentário do craque/comentarista. Os mineiros tiveram muito mais posse de bola, enquanto Jô e Rodriguinho souberam o que fazer quando chegaram na frente do goleiro Victor.
Ainda bem que Grêmio, Santos e Palmeiras conseguiram vencer no finzinho dos seus jogos, caso contrário o campeão invicto do primeiro turno teria dado um passo gigantesco para sacramentar o título na metade do segundo turno.
Mesmo desfalcado, o Corinthians voltou a jogar bem e calou mais de 45 mil pessoas no Mineirão. Seus contra-ataques são mortais e parece impossível entrar na defesa menos vazada do grandalhão Cássio.
Não é à toa que o time do Carille chegou aos 44 pontos, a maior pontuação no primeiro turno do Brasileiro por pontos corridos.
O futuro do Pitbull
Por ter jogado apenas cinco partidas no Brasileiro, o regulamento do campeonato permite que o Felipe Melo defenda qualquer outra equipe. Isto significa que, apesar do seu temperamento explosivo e da sua fama de mandão, muitos times brasileiros podem se interessar pelo futebol vistoso e eficiente do Pitbull.

Sua liderança poderia ser aproveitada pelo Sport, que briga para ficar no G6, ou por alguma equipe ameaçada pelo rebaixamento. Se o Luxemburgo e o volante não brigarem, o time pernambucano daria um grande passo para conseguir a vaga na Libertadores.
No Vitória, que corre sério risco de ser rebaixado, Wagner Mancini poderia escalar Felipe Melo ao lado do Cleiton Xavier. No Bahia, Atlético Paranaense e Coritiba ele cairia como uma luva.
Vem a pergunta: como esses times pagariam o alto salário do jogador? Um bom acordo resolveria o problema porque o Cuca quer ver o jogador bem longe do clube e o Palmeiras abriu o precedente pagando para o Grêmio metade do salário do Barrios.
Se o Felipe Melo achar desprestígio jogar num time ameaçado pelo rebaixamento, a saída seria o Internacional. Ao lado do D’Alessandro e do Leandro Damião, que ganhará R$ 500 mil por mês, o Pitbull certamente garantiria a volta do time gaúcho para a Série A.
Ele fala demais? Fala. É briguento? É. Mas é um tremendo jogador de futebol.
Sarna pra se coçar
Com o fracasso no Paulista e na Copa do Brasil – e com classificação apenas razoável no Brasileiro – a única saída para o Palmeiras é ganhar a Libertadores.
Não dá para saber se esse título será conquistado e se o elenco milionário vai dar certo no ano que vem. O que dá para ter certeza é que a Leila Pereira será uma pedra no sapato na vida do Palmeiras.

Há alguns dias, na ESPN, no programa Bola da Vez, do amigo João Carlos Albuquerque, a dona da Crefisa deixou bem claro que pretende sim ser a presidente depois da reeleição do Maurício Galiotte.
A conselheira que não podia ser conselheira vinha dizendo que isso estava fora de cogitação por causa do tempo que ela gasta trabalhando nas suas empresas. No programa, ela deixou claro que esse não será o problema.
A carioca Leila fez diversas declarações de amor ao Palmeiras, time que ela só passou a gostar quando conheceu o bilionário fundador da Crefisa, o José Roberto Lamacchia bem mais velho do que ela e que é sócio do clube desde 1955.
Assistindo ao programa, minha mulher Luisa comentou: “Essa Leila é mais esperta do que inteligente. É pra ter medo dela”. Também acho.
O Lamacchia é um palmeirense apaixonado, mas fica difícil não pensar na Leila como uma aproveitadora e que está usando todo o seu dinheiro para se promover.
Dinheiro por dinheiro, eu preferia o milionário Paulo Nobre.
O segredo do técnico Amadeu.
Neste momento em que 13 técnicos foram demitidos em 17 rodadas do campeonato brasileiro muito se fala de Guy Roux, o comandante do Auxerre da França durante 44 anos e do escocês Alex Fergunson, que esteve 27 anos à frente do Manchester United.
Está também no noticiário que o francês Arsene Wenger acabou de renovar o seu contrato com Arsenal, onde está há 21 anos.
Pouca gente lembra que o Santos de Pelé teve Lula no banco em 961 jogos, de 1954 a 1966, no auge do time santista, e que Osvaldo Brandão, em seus 49 anos como técnico, comandou o Palmeiras e o Corinthians em 1019 jogos.
Outros destaques são Flávio Costa no Flamengo (784 jogos), Feola no São Paulo (524), Zezé Moreira no Fluminense (474), Telê Santana no Atlético Mineiro (434) e Scolari no Grêmio (403).
O que pouca gente sabe é que o recordista no Brasil – e certamente no futebol mundial – é Amadeu Teixeira Alves (foto), técnico do América-AM durante 53 anos. Ninguém catalogou o seu número de jogos, mas sabe-se que foram mais de mil.

O fundador do América amazonense está com 91 anos e foi técnico até 2008. Quando perguntaram qual o segredo para ficar tanto tempo no cargo, Amadeu respondeu: “Eu era o presidente do clube e, por isso, nunca me demiti”.
É uma boa ideia para o Rogério Ceni.
O gênio do mal
Que os feridos e o torcedor morto, a punição ao Vasco da Gama e as absurdas declarações do sempre mal humorado Eurico Miranda sirvam de alerta para os dirigentes do futebol brasileiro.

Por aqui, é comum os presidentes de clubes concederem privilégios a um grupo de torcedores em troca de apoio político. Infelizmente isso sempre foi normal e aconteceu com o Eurico e com a Força Jovem desde 2014.
Nos últimos dias, o lado cafajeste do presidente do Vasco ficou evidente quando ele, com a maior cara de pau, reconheceu que os torcedores banidos dos estádios e envolvidos na confusão são empregados do clube.
O mais grave é que esses bandidos ainda ganharam um camarote em São Januário.
Durante o confronto com a polícia, a televisão mostrou alguns deles pulando das cadeiras numeradas para o lugar reservado no estádio. Que absurdo.
No Palmeiras, o ex-presidente Paulo Nobre tinha rompido com a Mancha Verde, mas o novo presidente Maurício Galiotte, instigado pela Crefisa, se aproximou novamente da organizada. Esses mesmos torcedores foram aqueles que brigaram no Uruguai e que fizeram com que o Palmeiras recebesse a punição na Libertadores.
Que o Ministério Público do Rio continue investigando e que sejam aplicadas medidas judiciais para o afastamento dos dirigentes envolvidos, como está previsto no Estatuto do Torcedor.
E aí eu acordei.
A CBF é um pandemônio.
Num país onde a corrupção continua generalizada, a Justiça não funciona e os políticos nos envergonham todos os dias, Marco Polo Del Nero faz a sua parte ao pretender a reeleição como presidente da CBF com os votos de uma porção de dirigentes de federações que recebem R$ 70 mil todos os meses.
Del Nero quer antecipar as eleições e continua não viajando para evitar investidas do FBI, que não pode prendê-lo no Brasil por não existir um acordo de extradição do nosso país com os EUA.
O presidente da CBF também não quer encrenca com a Conmebol, com quem se envolveu bastante nos últimos anos. Com medo de novas delações, em nenhum momento ele se posicionou contra a federação sul-americana, que não concorda em mexer na Libertadores inchada e na Sul-americana caça níquel.
Por causa desses longos e rentáveis torneios – e da possibilidade da paralisação do Brasileiro durante a Copa da Rússia – o calendário de 2018 virou um quebra-cabeça de muitas peças. Del Nero perderia muitos votos se mexesse nos Estaduais e na Copa do Brasil.
Resumindo, nos últimos dias a CBF se transformou num verdadeiro pandemônio que – segundo o Google – é o nome da assembleia dos demônios, reunião de indivíduos que se associam para praticar o mal, confusão, balbúrdia.
Parece mesmo coisa do demônio.

O Mito pediu para sair?
A imprensa toda está criticando ferozmente a diretoria do São Paulo pela demissão do seu técnico, alegando que ele não tem culpa das derrotas porque o clube vendeu muitos jogadores e enfraqueceu ainda mais o elenco que já era frágil. O que ninguém comentou é que o Rogério Ceni pode ter sugerido a sua dispensa.

Explico melhor: como existe a cláusula no contrato que obriga a diretoria a pagar R$ 5 milhões se a demissão acontecer com mais de 47% de produtividade – e o Ceni tem 49,5% -, tudo indica que ele fez as suas contas e não quis arriscar esse dinheirão com mais alguns resultados negativos.
Se o técnico pediu mesmo para sair é evidente que o presidente Leco precisava aceitar. Se a contratação do maior ídolo da torcida sãopaulina foi feita visando as eleições, a demissão também acabou se transformando num ato político diante da pressão da oposição a partir do momento em que o São Paulo entrou na zona de rebaixamento.
A derrota para o Flamengo nem pode ser levada em conta porque ela aconteceu no Rio de Janeiro e para um time com elenco bem mais forte. O problema é que o São Paulo, desfalcado e sem confiança, joga domingo com o Santos na Vila Belmiro e o Mito deve ter pensado nos seus R$ 5 milhões.
Essa cláusula do contrato também pode explicar o motivo de o Rogério Ceni ter citado tantas e tantas vezes a sua produtividade nas entrevistas coletivas após as derrotas do tricolor.
A Alemanha tem Plano B. E o Brasil?
Aqui no norte da Sardenha, onde estou passeando com mulher, filho, nora e neto – e onde todo mundo parece torcer pela Juve – eu vi a vitória da Alemanha sobre o México numa das semifinais da Copa das Confederações.
Ganhando ou perdendo do Chile na final, uma coisa ficou clara: a Alemanha encara o futebol como coisa séria. Enquanto o nosso Tite fica atrás de David Luiz, Thiago Silva, Willian, Fernandinho e outros que jogaram a última Copa, o técnico Joachim Löw (foto) – campeão em 2014 – já renovou a sua seleção.

No time que goleou os mexicanos, o goleiro Ter Stegen, do Barcelona, era o único famoso. Os demais jogadores são destaques na Bundesliga, mas desconhecidos no resto mundo. Fico imaginando quando os novatos se misturarem com as grandes estrelas da seleção alemã.
Para o meu filho Julian, que assistiu ao jogo no Brasil, nos próximos 12 anos, ou seja, no período de três Copas do Mundo, a Alemanha será finalista em tudo. E ele também lembrou que a única revelação brasileira foi o menino Gabriel Jesus.
Por reunir no momento um número razoável de craques, a seleção brasileira poderá até ganhar a Copa da Rússia, mas passará depois por um período de vacas magras justamente pela falta de renovação. Se perder será ainda mais difícil montar outro time em função da falta de planejamento.
Na Copa de 2014, faltou ao Brasil uma programação melhor. Sem Neymar e sem Thiago Silva, o time brasileiro acabou sendo um adversário frágil para os alemães. Para piorar, o endeusado Felipão errou feio ao achar que o Bernard seria a nossa salvação.