O pequeno Uruguai nos dá exemplos e lições.

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Recentemente, passei alguns dias descansando em Montevidéu e confesso ter ficado com inveja do povo uruguaio, que não convive com bandidos nas ruas e tem qualidade vida muito melhor do que a nossa.

Esse pequeno país sem violência é o segundo menor território da América do Sul. Tem uma população de 3,5 milhões de habitantes, com quase 2 milhões vivendo em Montevidéu e municipios vizinhos. Se a desigualdade for considerada, é o primeiro em desenvolvimento humano na América Latina.

Os especialistas dizem que durante a crise mundial de 2009 o Uruguai foi o único país sul-americano que não passou por recessão econômica. Por isso – e pelas boas gestões dos últimos governantes – tem uma das maiores rendas per capita da América do Sul.

Tudo parece funcionar razoavelmente bem em Montevidéu, onde eu só vi um pouco de lixo nas ruas justamente no luxuoso bairro de Carrasco, onde fica o suntuoso hotel Sofitel (foto), construído em 1921 e restaurado em 2012.

sofitel

O Uruguai também é um dos pioneiros em medidas relacionadas aos direitos humanos. Na América do Sul, foi o primeiro a legalizar o divórcio, o segundo a permitir o voto das mulheres, o segundo a aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o primeiro no mundo a legalizar a maconha.

O Rio da Plata, o mar deles, não tem a água com o tom esverdeado que a gente vê nas praias do Brasil, mas a revista Reader´s Digest classificou o Uruguai como o nono país mais habitável e verde do mundo.

Vivendo, viajando e aprendendo aqui perto.

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