Comportas de esgoto abertas. Que se dane a Paraolimpíada.

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Deixei passar alguns dias até diminuir o bombardeio de elogios feitos pelos governantes, pelo COB e pela TV Globo, que se tornou espécie de assessora de imprensa de quem falasse bem da Olimpíada.

Claro que a emissora precisava valorizar o seu produto, que rendeu um dinheirão para a TV aberta e para tantos canais por assinatura, mas ficar batendo na tecla de que a Olimpíada foi um sucesso pegou mal. A Globo deveria informar nos seus telejornais o que realmente foi gasto. Atenas escondeu suas despesas em 2004 e depois faliu.

Até surgirem os gastos reais, sabe-se que o Brasil investiu perto de R$ 42 bilhões, incluindo a Paraolimpíada que Globo, Veja e tantos sites continuam desafiando a língua portuguesa ao chamarem de Paralimpíada. É muito dinheiro para sujar ainda mais no Exterior a imagem do nosso país que, no Maracanã, provou ser mesmo bom de festa. De carnaval a gente entende.

Dizer que foi um grande sucesso na parte técnica por ter apresentado Phelps, Bolt e Simone Biles também é uma bobagem. Eles estariam em Assunção se a olimpíada tivesse sido realizada lá.

Durante o nosso mega-evento a Veja imitou a Globo ao colocar na capa o Cristo Redentor com a medalha no peito e ao publicar que a zika preferiu Miami, como se a doença tivesse desaparecido daqui.

Há poucos dias, pouco antes do início da Paraolimpíada, fiquei sabendo que os mesmos governantes que tanto elogiaram o Rio na TV Globo são aqueles que fecharam as comportas antes da abertura e que mandaram soltar o esgoto durante a festa de encerramento.

Que merda.

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