Se a Williams errar de novo em Monte Carlo eu desisto

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Primeiro, quero deixar claro que não sou um especialista em automobilismo. Tive contato com esse esporte em Interlagos nas coberturas que fiz para a Folha de S. Paulo e o Jornal da Tarde, mas a minha carreira depois acabou tomando outro rumo. Mesmo assim, eu nunca deixei de assistir a uma corrida de F-1.

Vi pela televisão o segundo mundial do Émerson e, anos depois, os seis extraordinários títulos do Piquet e do Senna, até começar o calvário de ficar torcendo pelo Barrichello e pelo Massa.

Como a Fórmula-1 também não me abandona, vejam na foto o boné do meu neto com a assinatura do Felipe Massa. O autógrafo foi dado na semana passada, em Barcelona, no hotel em que a equipe da Williams se hospedou. Depois do jantar, o Massa, seu filho Felipinho, meu neto Benjamin e seu amiguinho Ricardo jogaram futebol no salão do restaurante. Quebraram até um vidro.

Bone-Massa

Aonde eu quero chegar? Explico: isso aconteceu logo após o treino oficial para o GP da Espanha em que a equ
ipe calculou mal a saída dos boxes e o Massa, sem abrir a volta, no dia seguinte teve de largar em 18º lugar. Nem assim ele deixou de ser gentil com todo mundo, deu o autógrafo e fez questão de brincar com as crianças.

Olha que o Massa tinha motivos para estar nervoso. Ele já sofreu demais com seus momentos de pouca sorte. O mais famoso foi o de 2008, em Cingapura, onde o título começou a escapar quando a equipe da Ferrari deixou a mangueira presa no carro. Teve também o momento de 2009, na Hungria, quando a maldita mola soltou do carro do Rubinho (que ironia!). E, para completar, nas duas últimas temporadas os erros de estratégia na Williams foram primários.

Que neste final de semana, nos treinos e na corrida, a equipe da Williams não faça bobagens no GP de Mônaco. O Massa é um grande piloto, muito rápido, boa gente e não merece ser prejudicado por tantos erros.

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